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05.07.2019
Meio Ambiente

Tecnologia inovadora de restauração florestal garante diversos prêmios internacionais a brasileiros

Nos três primeiros anos após o plantio, cerca de 30% das mudas de árvores acabam morrendo. É necessário um alto investimento e manutenção constante para manter as mudas protegidas, irrigadas e livre do ataque de insetos e outros inimigos naturais. Por este motivo que três brasileiros criaram uma tecnologia capaz de tornar o reflorestamento em larga escala mais eficiente e fácil.

Desenvolvido pelos irmãos Bruno e Pedro Pagnoncelli e Bruno Ferrari, o Nucleário (como é chamado o dispositivo) ganhou o prêmio de US$ 100 mil no Biomimicry Global Design Challenge, promovido pela fundação Ray C. Anderson, dos Estados Unidos. A competição tinha como objetivo promover inovações no combate às mudanças climáticas.

Os empreendedores projetaram o Nucleário de tal maneira que não fosse necessária mão de obra e monitoramento após o plantio de mudas em locais de reflorestamento. O dispositivo, inspirado no design das bromélias, funciona da seguinte maneira: a muda é plantada no centro da “roda”. Durante os períodos de estiagem, por causa de seu formato, o Nucleário retem a água da chuva e promove a liberação dela via capilaridade, garantindo assim a irrigação frequente. Por último, como é fabricado com material 100% biodegradável, a partir do terceiro ano, ele começa a se decompor no solo.

Este é apenas um dos muitos prêmios de design e sustentabilidade que o dispositivo criado pelos empreendedores do Rio já ganhou. Dentre outros, ele já recebeu o BraunPrize (Alemanha), RedDot (Singapura), International Design Excellence e o Biomimicry Global Design Challenge (Estados Unidos).