As Notícias do Brasil
Publicado em 08/09/2015, às 13:30
Fonte: EAB interno

Sete de Setembro: Ser ou Não Ser?

Comemoramos ontem o 193˚ aniversário da declaração de independência do Brasil, o dia do famoso grito de independência, que teria acontecido às margens do rio Ipiranga na nossa atual cidade de São Paulo.

Será que prestes de completar dois séculos desta autodeclararão conquistamos de fato a nossa independência?

Será que temos cuidado adequadamente da nossa nação e do nosso patrimônio?

Segundo o dicionário o substantivo feminino independência significa: “Condição de uma pessoa, de uma coletividade, que não se submete a outra autoridade e se governa por suas próprias leis” ou ainda: “Estado de não se achar sob domínio ou influência estranha.” Ou seja, ser independente é ter autonomia, liberdade, ver-se livre da dependência de outros para sua própria sobrevivência.

Em 1822, o recém-criado Império do Brasil entrou em guerra civil e teve três anos depois sua independência reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido. Mas em via de fato não deixamos de nos submeter a uma autoridade estrangeira, afinal de contas o próprio imperador brasileiro era o herdeiro do trono português.

Quase 200 anos se passaram e, hoje, estamos claramente livres do subjugo e das pressões externas? Temos hoje o que comemorar e podemos nos considerar autônomos, livres em nossas decisões e em nossa capacidade de gestão?  Acho difícil achar um só brasileiro que seja capaz de responder positivamente a tais questões.

Além de uma crise política e econômica vivemos hoje uma crise de identidade. O que é ser brasileiro? O que significa o Brasil? Qual o nosso papel como cidadão deste vasto país, quais são as nossas responsabilidades, nossos deveres e obrigações frente aos tempos atuais tão complexos? É muito fácil apontar na direção do que está errado, dos nossos direitos que estão sendo outorgados, mas o que dizer a respeito do que nós, como indivíduos, estamos fazendo no nosso dia-a-dia para que esta realidade seja diferente? Se nos reservamos o direito de permanecermos calados e de não agirmos nos tornamos automaticamente corresponsáveis pelo futuro sombrio do amanhã.

Talvez a crise que estamos vivendo não seja nova, e sim de certo ponto de vista, a continuação de uma guerra civil, metabolizada, pela qual estamos passando desde o dia 7 de setembro de 1822, onde buscamos incessantemente pela nossa identidade, pelo que é ser brasileiro, pelo que é de fato ser livre, autônomo e responsável (em todos os sentidos) pelas próprias decisões.