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22.10.2018
Sustentabilidade

Pesquisadores brasileiros fabricam fogão solar, alternativa viável para substituir gás de cozinha

Construído com sucatas, espelhos e outros materiais de custo relativamente baixos, a ideia do fogão solar é bem simples: transformar a radiação solar em calor, criar um efeito estufa e usar esse calor para cozinhar, assar ou secar os alimentos. Os protótipos de fornos e fogões são desenvolvidos no laboratório de máquinas hidráulicas, na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), coordenado pelo professor Luiz Guilherme Meira de Souza, que pesquisa energia solar há 40 anos.

Em um dos experimentos, o forno foi construído com um valor total de R$ 150,00 – o que equivale a mais ou menos duas recargas de botijão de gás. E somente com a energia captada do Sol, o equipamento assou nove bolos ao mesmo tempo em uma hora e meia. Vinte minutos mais lento do que um forno convencional, porém que não teria capacidade para tantas assadeiras.

Há cinco anos, o engenheiro Pedro Henrique Almeida Varela também defendeu em sua dissertação o tema “Viabilidade térmica de um forno solar fabricado com sucatas de pneus”. Além dos pneus, utilizou latinhas vazias e uma espécie de peneira indígena, para a fabricação do protótipo.

Durante os testes, foram assados alimentos como: pizza, bolo, lasanha e até empanados. Varela destacou na pesquisa que em países da África e da Ásia o governo tem incentivado o uso de fogões solares pela população para diminuir o consumo de lenha e os impactos ambientais.