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04.04.2019
Brasil

Pela primeira vez na história, cientistas brasileiros descobrem novos aglomerados de estrelas

Após a divulgação das imagens em alta definição capturadas pelo satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia, o físico mineiro Felipe Andrade Ferreira baixou os arquivos e começou a utilizar uma técnica elaborada por ele para identificar objetos em ambientes muito densos do espaço.

Surpreendentemente, o método de Felipe, que é doutorando em Astrofísica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), não apenas funcionou como lhe permitiu descobrir três novos aglomerados – clusters – de estrelas em movimento na Via Láctea. De acordo com o cientista, é a primeira vez que pesquisadores brasileiros descobrem aglomerados a partir das imagens do Gaia.

Além de Felipe Ferreira, que tem se dedicado a explorar áreas densas do Universo, e Corradi, que estuda onde nascem as estrelas, o laboratório conta com pesquisadores como Mateus Angelo e Francisco Maia, que estudam as estrelas mais jovens e as muito velhas, respectivamente.

Os aglomerados foram batizados em homenagem à universidade e os cinco pesquisadores – incluindo o professor da UFMG João Francisco Santos - assinaram um artigo na edição de março da conceituada revista científica inglesa Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.