As Notícias do Brasil
Publicado em 28/11/2015, às 14:47
Fonte:

O tiro que saiu pela culatra

O governo estadual de São Paulo, na iniciativa de reorganizar as escolas de São Paulo por ciclo e faixa etária, pretende fechar 93 unidades, excluir turnos e transferir alunos para outras localidades – muitas vezes mais distantes das residências dos estudantes, dificultando o acesso ao ensino e, principalmente, sem abrir a questão ao debate prévio com a comunidade e os docentes.

Tal manobra política não contava com a mobilização popular, que se organizou para ocupar as escolas – agora já são quase 200 unidades com alunos presentes dia e noite. A repercussão dos movimentos nas redes, sobretudo contra a truculência da polícia militar nas áreas mais periféricas, inspirou a criação de efetivas ferramentas de apoio.

O De guarda pelas escolas cria uma corrente colaborativa para o caso de uma das unidades ocupadas terem os estudantes removidos à força. Outra organização nas redes elenca as necessidades mais urgentes das escolas ocupadas em uma planilha online, e esta aqui abre o espaço para que os cidadãos proponham aulas nas ocupações. Tais iniciativas têm levado aulas de yoga, circo, debates sobre questões ambientais, de alimentação e cidadania para os jovens e gerado um desenvolvimento ímpar das capacidades cognitivas, diante do quadro da educação no Brasil.

No Facebook, a página Não fechem minha escola reúne informações atualizadas das ocupações.