As Notícias do Brasil
Publicado em 10/12/2014, às 15:29
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O esporte como ferramenta de inclusão social

O esporte é uma das mais importantes ferramentas sociais para melhorar o desenvolvimento de um país, pois aproxima as pessoas e promove o exercício não somente do corpo, mas também da mente, para que os praticantes possam alcançar resultados mais expressivos na sua vida profissional, estudantil e social como um todo.

As atividades esportivas regularmente proporcionam uma vida mais saudável, além de ser um ótimo instrumento de inclusão social, com o acesso a novos ciclos de amizade e diversão para aqueles em condições mais desfavoráveis.

A prática do esporte pode transformar as vidas de muitas crianças e adolescentes, estimulando a superação de barreiras e limitações e o crescimento das noções de solidariedade e respeito às diferenças. Quem pratica esportes tem a oportunidade de se tornar um cidadão melhor, porque treina também para a vida, para exercer os seus direitos e compreender os seus deveres com disciplina e determinação.

Exemplos de superação

No esporte brasileiro são inúmeros os exemplos de superação, inclusão social e sucesso por meio do esporte. Se falarmos sobre futebol, logo lembramos de Ronaldo “Fenômeno”. Nascido na periferia do Rio de Janeiro numa família muito humilde, Ronaldo foi descoberto muito cedo e aos 17 anos já disputava sua primeira Copa do Mundo. No total foram quatro torneios mundiais pela seleção brasileira – vencendo dois – e três títulos de melhor jogador do mundo.

Outro ótimo exemplo é a pivô da seleção brasileira de basquete feminino, Bianca Araújo. A jovem de 18 anos era catadora de lixo nas ruas de Santo André, no ABC Paulista, desde os sete anos de idade, ao lado da mãe e do irmão. Aos 13 anos foi descoberta por acaso e viu sua vida mudar totalmente de rumo. Hoje, a menina de 1,91m de altura é uma das promessas do basquete brasileiro.

O nadador paraolímpico Daniel Dias nasceu no dia 24 de maio de 1988, em Campinas, com má-formação congênita nos membros superiores e na perna direita. Atualmente ele é o maior medalhista do Brasil em Paraolimpíadas com 15 medalhas, sendo 10 de ouro (Pequim/2008 e Londres/2012). Além disso, é dono de 14 títulos mundiais e de seis recordes mundiais. Apaixonado por esportes, descobriu o paradesporto ao ver pela TV o nadador Clodoaldo Silva nos Jogos Paraolímpicos de Atenas/2004. Destaque na natação internacional desde 2006, nenhum atleta brasileiro já subiu tantas vezes ao topo do pódio em Jogos Paraolímpicos quanto Daniel.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, serão uma grande oportunidade para o esporte brasileiro ratificar seu papel social. Que a herança seja repleta de histórias de sucesso como as citadas neste texto.