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12.11.2018
Social

Na base da Solidariedade, escola em aldeia indígena é reconstruída

Após um vendaval destruir a escola indígena da Aldeia Limpa Campo, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cento e cinquenta crianças foram transferidas para uma escola convencional a 50 quilômetros de distância. O caso foi parar na Defensoria Pública Federal, e para a sorte dos guarani-kaiowá, a defensora pública Daniele Osório abriu mão de acionar a justiça e apostou na solidariedade do povo brasileiro.

Mesmo com a certeza de que a justiça determinaria que a escola fosse reconstruída, Daniele sabia que a sentença poderia demorar muito. Enquanto isso, as crianças já estavam há quase dez anos estudando longe da aldeia.

Surgiu então a ideia de fazer uma vaquinha na internet para colocar a escola novamente de pé. E a ideia ganhou o apoio de muita gente que se compadeceu das crianças indígenas, como o produtor rural vizinho à aldeia, juntamente com um antropólogo, uma médica e uma jornalista da região.

A vaquinha virtual, que foi lançada no mês de setembro, bateu a meta de arrecadar 25 mil reais para a compra do material necessário para a construção, tudo isso em menos de trinta dias. E mesmo assim as doações não param de chegar. 'Os diversos voluntários envolvidos no projeto e, principalmente, a doação feita por dezenas de pessoas dão esperança de que muita gente quer transformar o Brasil num lugar melhor', comemora a defensora pública.

A meta é que tudo esteja pronto até o início do ano que vem, pois fora da aldeia e longe de seus costumes, as crianças deixam de aprender sobre a língua e a cultura dos guarani-kaiowá. Como lembra Daniele, “a educação diferenciada, intercultural, bilíngue e comunitária é direito dos indígenas no Brasil”.

Foto: Maria Augusta Taleb