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27.11.2020
Desenvolvimento

Maior projeto da ciência brasileira: acelerador de partículas Sírius é oficialmente inaugurado

Batizada como Manacá, a primeira estação de pesquisa do acelerador de partículas Sírius foi lançada oficialmente no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. A solenidade de abertura do maior projeto científico em desenvolvimento no Brasil contou com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro.

Mas afinal, para que serve o Sírius? O acelerador de partículas de quarta geração e que está entre os mais modernos do planeta tem a função de gerar um tipo especial de luz, a luz sincroton, que é capaz de revelar estruturas de diversos tipos de partículas, orgânicas e inorgânicas, podendo ser usada em pesquisas de diversas áreas, impactando no desenvolvimento de medicamentos, fertilizantes, alimentos, novas formas de energias, entre outras diversas possibilidades.

“O Brasil está progredindo, e muito, em inovações. Uma estrutura como essa é capaz de ajudar o Brasil a ser ponta em muitas áreas. Ciência, tecnologia e inovações, isso está no futuro”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, durante a solenidade de inauguração da estação.

A Manacá, que é a primeira estação de pesquisa em uso no Sirius, já estava sendo usada em caráter emergencial desde julho, com o intuito de apoiar pesquisas relacionadas à Covid-19.

Outras cinco linhas de luz, – Carnaúba, Cateretê, Ema, Ipê, Mogno -, seguem em fase avançada de montagem e deverão ter o projeto concluído até o final deste ano.