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15.06.2018
Cultura

Junho é mês de Festa

Introduzidas pelos portugueses desde o período colonial, as Festas Juninas são, em sua essência, uma festividade religiosa que ocorre durante o mês de junho e homenageia três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Sendo nos dias de hoje a segunda maior comemoração popular no Brasil, ficando atrás apenas do Carnaval.

Com o passar dos anos, as festas foram sofrendo influências da cultura africana, indígena, e passaram a se misturar pouco a pouco com as tradições sertanejas, apresentando características peculiares em cada região do país. Desta forma, embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, é na região nordeste que as Festas Juninas ganham um maior destaque.

 

E o que não pode faltar em uma festa junina?

Comidas e bebidas típicas

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos salgados, doces e bolos, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Os mais tradicionais são: pipoca, paçoca, curau, canjica, cuscuz, pé de moleque, maçã do amor e bolo de milho. Já na parte de bebidas, temos o quentão (uma espécie de chá feito gengibre, canela e pinga), e o vinho quente.

Dança

Tendo origem nas danças de salão na França, a quadrilha é a dança típica da Festa Junina e consiste numa bailada de casais caracterizados com vestimenta tipicamente caipira, geralmente encenando um casamento fictício ao som do forró ou ritmos semelhantes.

 

Fogueiras

As fogueiras fazem parte do cenário e caracterizam a festa, servindo como centro para a famosa dança de quadrilhas. Na origem pagã, o fogo simbolizava a proteção contra os maus espíritos. Essa tradição foi mantida pelos católicos, que personalizaram uma fogueira diferente para cada santo: a quadrada para Santo Antônio, a redonda para São João; e a triangular para São Pedro.

Brincadeiras

Entre as principais brincadeiras do festejo, temos: o pau de sebo, correio elegante, saltar fogueira, pescaria, entre tantas outras. Algumas pessoas também aproveitam para fazer suas simpatias, como deixar Santo Antônio – considerado Santo casamenteiro – de cabeça para baixo.

Além de alegrar o povo, as festas representam um importante ativo econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos, aumentando os lucros e gerando empregos nos hotéis e comércios das cidades.