As Notícias do Brasil
Publicado em 07/10/2015, às 16:05
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Dia do Compositor - Da umbigada ao samba

No dia do compositor nacional, a história de um gênero tipicamente brasileiro

 

A manjedoura do samba foi uma casa de subúrbio carioca do século XIX. Negros e entusiastas dos batuques se reuniam quase ilegalmente para expressar sua musicalidade. O samba é resultado da mistura de ritmos africanos e polcas europeias. Daí, nasceu a umbigada, que remete exclusivamente a cultura negra, mas como tudo o que é brasileiro, tem muita miscigenação envolvida.

 

O samba consagrou-se como gênero em 1917, quando o compositor Donga gravou a canção “Pelo Telefone” pela Casa Edison com selo Odeon. Apesar de ter incluído apenas o jornalista Mauro de Almeida na parceria, outros músicos reivindicaram reconhecimento, dado que a canção foi um resultado da roda de samba da Casa de Tia Ciata, um terreiro de candomblé da Praça Onze, no Rio de Janeiro. Pesquisas indicam que entre os colaboradores figura até mesmo Pixinguinha, cujo legado está mais relacionado ao choro, outra vertente do gênero.

 

Pixinguinha, cujo nome de batismo é Alfredo da Rocha Vianna, desenvolveu o gênero popular, elaborando harmonias e acordes mais complexos. O compositor, que figura entre os maiores nomes da música brasileira, percorreu uma carreira que foi de flautista a arranjador e maestro, além de excursionar pela Europa levando o retrato da cultura nacional na expressão do chorinho.

 

Décadas depois, o samba se reinventou diversas outras vezes, como samba-canção e samba-sincopado – conforme a demanda das rádios e a expressão de seus autores – e consagrou-se cada vez mais melódico até culminar na bossa nova, pelos acordes de João Gilberto, e na música brasileira como um todo.

 

Por Jéssica Albuquerque para EAB