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21.07.2020
Sustentabilidade

Curitiba caminha para se tornar um polo de energia solar no Brasil

Com o clima predominantemente nublado ao longo do ano (especialmente no período outono/inverno), convencer um morador de Curitiba a investir em energia solar, à primeira vista, não seria fácil. Entretanto, cada vez mais pessoas da capital paranaense têm aderido ao uso das placas fotovoltaicas. E ao contrário da impressão inicial, a cidade possui um grande potencial para a geração de energia limpa captada a partir do Sol.

Surpreendentemente, Curitiba possui uma incidência de raios luminosos maior do que locais reconhecidos por seus dias ensolarados, como o caso de Salvador-BA. De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o clima quente em si entra como um fator secundário, pois o fator mais relevante para a geração deste tipo de energia é o índice de radiação solar.

Entre 2019 e 2020 Curitiba registrou um aumento de 50% na potência instalada, passando de 6,6 para 9,9 megawatts. Os investimentos em energia solar nos últimos doze meses ultrapassam a marca de R$ 60 milhões e são responsáveis por aproximadamente 300 empregos, de acordo com dados da ABSOLAR. Alguns fatores que podem explicar o crescimento desta modalidade de energia limpa é o aumento seguido das tarifas de energia elétrica e a redução nos custos de tecnologia para a geração de energia solar.

De 2019 para 2020, a geração fotovoltaica centralizada - gerada por grandes centrais - teve um aumento de 18% no Brasil, mais ainda é responsável por apenas 1,6% da matriz elétrica brasileira.