As Notícias do Brasil
Publicado em 06/10/2015, às 19:07
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Cultura do Estupro: as consequências de um machismo cotidiano

Os assédios sexuais contra mulheres no Metrô e nos trens da CPTM não são novidade, mas sua repercussão na mídia, sim. Tais atitudes provocam a reflexão sobre os valores sociais praticados na cidade de São Paulo e em todo país, e abrem espaço para um silêncio opressivo.

O número de acusações registradas nos trens em 2015 já ultrapassou a quantidade total de acusações no ano passado. O advento das mídias sociais tornou-se uma ferramenta de autodefesa e visibilidade diante desse quadro de desrespeito urbano, conforme o caso da jovem de 18 anos molestada por um homem de 54 anos, profissional da própria CPTM, em setembro deste ano, na Linha Coral. O acusado foi preso em flagrante e a história ganhou as redes.

No Metrô, o maior número de incidências está na Linha Azul e Vermelha, que concentram 84% dos registros e não exclui mulheres acompanhadas do cônjuge ou da mãe. A cultura do estupro está fecundada na discriminação entre gêneros e na expectativa comportamental de que homens devem tirar vantagem diante de situações de vulnerabilidade feminina.

Na semana que sucede o Dia Internacional da Não Violência, referência à data de nascimento do líder indiano Mahatma Gandhi, em 2 de outubro, o gênero feminino clama por mais respeito e civilidade, bem como a cidadania anseia por mais realizações.

Por Jéssica Albuquerque para EAB