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12.07.2019
Sustentabilidade

Combustíveis renováveis: o que a Alemanha tem a aprender com o Brasil?

Durante a cúpula do G-20, que ocorreu em Osaka, no Japão, a chanceler alemã Ângela Merkel demonstrou uma certa preocupação com as políticas ambientais do Brasil, principalmente com relação a emissão de gases do efeito estufa.

Mas como questionar um país em que, na área de combustíveis líquidos, só no primeiro trimestre de 2019, chegou a substituir mais de 45% de toda a gasolina consumida graças ao etanol? Vale ressaltar que 44% de toda a matriz energética do Brasil é renovável, e a cana-de-açúcar responde por 17% da oferta de energia primária no país.

No Brasil, o Diesel fóssil também vem perdendo espaço. Hoje, este tipo de combustível já conta com 10% de biodiesel em sua mistura e a meta é que essa porcentagem aumente mais cinco pontos até 2023, conforme cronograma aprovado pelo governo. Graças ao uso de biocombustíveis e de medidas como o rodízio, São Paulo tem um ar menos poluído se comparada com outras metrópoles como Pequim e Cidade do México.

Outra importante ação é o RenovaBio (Política Nacional dos Biocombustíveis), aprovado pelo Congresso brasileiro em 2017 e que sem subsídios ou novos impostos sobre o carbono criou um mecanismo de certificação que visa incentivar a eficiência energética-ambiental. O RenovaBio dará prioridade para os biocombustíveis como etanol, a biomassa e o biogás, como forma de reduzir em até 37% as emissões brasileiras de carbono.

Nossas opções tecnológicas de combustíveis renováveis são superiores à de países europeus (incluindo a Alemanha), que buscam substituir motores de combustão por carros elétricos, uma vez que a energia elétrica obtida por estes países é feita com queima de carvão e gás natural, tendo ainda como fator agravante o fato da extração de metais raros (e não renováveis) para a composição das baterias utilizadas.

Estamos na direção certa e temos muito o que ensinar aos países de primeiro mundo sobre questões ambientais.