As Notícias do Brasil
Publicado em 08/10/2014, às 11:14
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Brasil é 42º País em mortes por acidentes de trânsito

 

Um estudo feito no início deste ano pela Universidade de Michigan (Estados Unidos) com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o Brasil ainda tem um número muito alto de mortes em acidentes de trânsito. Apesar de não estar entre os 25 piores, o país ficou em 42º lugar, com 22 mortes para cada 100 mil pessoas. O primeiro país do ranking, que traz o maior número de mortes, é a Namíbia, com 45 óbitos para 100 pessoas.

O Brasil está há 127 posições das melhores colocações, que começam com a Islândia, em 169º lugar e 6 mortes para a mesma amostragem.

Na última década

O número de mortos em acidentes de trânsito no Brasil cresceu 38,3% no período de 2002 a 2012, de acordo com dados do Mapa da Violência 2014, divulgado no último mês de maio. Considerando o aumento populacional no período, o crescimento foi de 24,5%. Esse é o dado mais atualizado de violência pelo Brasil e tem como base o Sistema de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O crescimento das mortes por acidentes de transporte no país em 2012 frente a 2011 foi de 2,5%. A taxa vem crescendo gradativamente desde o ano 2000.

Os Estados de Paraíba, Pará, Maranhão e Rondônia tiveram crescimento superior a 10% em 2012, enquanto que Amapá e Distrito Federal conseguiram reduzir suas taxas em 18% e 13%, respectivamente.

Roraima tem a maior taxa de mortes no trânsito por 100 mil habitantes: 42,4, frente 23,7 da média nacional. O Amazonas possui o menor índice, com 14,2.

O que fazer?

Com atitudes simples é possível começar a inversão deste quadro. Precisamos cobrar de nossos governantes investimentos na infraestrutura das vias e torna-las mais seguras para todos. Mas isso não basta. Programas educativos devem ser implantados com acesso para todos: escolas, motoristas, pedestres, etc.

A conscientização da população deve passar por diversos pontos, como deficiência de visão, motora ou auditiva; cansaço ou sono; ingestão de álcool e outras drogas; estado psicológico ou comportamental; stress ou cansaço emocional; respeito à sinalização e ao espaço do outro. Ainda deve ser levada em conta a manutenção regular do veículo.

Para tudo isso funcionar, além de conscientização, a fiscalização e a exigência do cumprimento das leis são fundamentais. Também queremos um país melhor no trânsito, com menos mortes e mais civilidade.