As Notícias do Brasil
Publicado em 24/09/2014, às 16:26
Fonte:

A corrupção no Brasil em comparação com o mundo

 

Pouquíssimos casos de corrupção são julgados no Brasil, mas a nossa sensação é de que estamos sendo enganados constantemente. Afinal, os altos impostos que pagamos não são retribuídos com serviços de qualidade – o que é um direito de todos e um dever do Estado. De acordo com a organização Transparência Internacional, o Brasil é o 72º colocado no ranking de percepção de corrupção, entre 177 países analisados.

A Dinamarca e a nova Zelândia ocupam juntas o primeiro lugar da lista como os países em que a população tem menor percepção de que seus servidores públicos e políticos são corruptos. Em escala de 0 a 100, as duas nações registraram um índice de confiança de 91. O índice brasileiro foi de apenas 42.

Mas nem todos os jardins vizinhos têm gramados verdes. Venezuela e Paraguai são os piores das Américas. A tabela de honestidade da região tem o Uruguai no topo, com índice de 73. Em seguida, vêm Chile (71), Porto Rico (62) e Costa Rica (53), seguidos por Cuba (46), Brasil (42) e El Salvador (38). Na lanterna do continente, estão Venezuela (20), Paraguai (24), Honduras (26), Nicarágua (28) e Guatemala (29).

Além deles, aparecem na classificação Peru (38), Colômbia (36), Equador (36), Panamá (35), Argentina (34), Bolívia (34), México (34) e República Dominicana (29).

A Transparência Internacional afirma que os resultados “mostram um cenário preocupante” em todo o mundo. Quase 70% dos países da lista têm “sérios problemas” com funcionários dispostos a receber suborno.

No topo da lista dos países mais “honestos”, estão em segundo lugar a Finlândia e a Suécia, também empatadas, seguidas de Noruega, Cingapura, Suíça, Holanda, Austrália, Canadá e Luxemburgo. Os Estados Unidos ficaram em 19º lugar.

De quem o brasileiro desconfia mais?

Os partidos políticos são as instituições mais percebidas como corruptas pelos brasileiros – 81% dos entrevistados acreditam que os partidos são corruptos. O Legislativo vem em segundo, com 72%. Em seguida vêm a polícia (70%), serviços de saúde (55%), Judiciário (50%), oficiais públicos e servidores (46%), a mídia (38%), ONGs e negócios (35%), sistema de educação (33%), grupos religiosos (31%) e forças armadas (30%).

Tal cenário é extremamente preocupante e reflete, além da desonestidade, a falta de preparação e estrutura de trabalho. O serviço público está em grande parte sucateado e muitos servidores recebem salários baixos, o que os torna mais vulneráveis à corrupção. Além disso, a impunidade deixa aberto o caminho para que verdadeiras quadrilhas se instalem nas instituições públicas brasileiras.

É óbvio que precisamos investir nas investigações contra crimes de corrupção e aumentar o investimento nos servidores públicos para que se sintam motivados em desempenhar seu papel social da melhor maneira. Mas você também pode colaborar. Denuncie a corrupção, cobre os governantes e exija seus direitos!