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09.07.2019
Democracia

9 de julho: o papel da Revolução de 1932 para nossa democracia

A Revolução Constitucionalista foi uma explosão de idealismo a qual não se ocasionou por conquista ou poder. Os mais de seis milhões de habitantes do Estado aplaudiram e aderiram ao movimento de forma unânime.

Há 87 anos, iniciava-se um conflito armado graças a decisão do então presidente Getúlio Vargas de anular a Constituição Federal vigente à época (criada em 1891), promovendo mudanças autoritárias e sem consultas eleitorais, as quais davam poder ilimitado ao seu governo e destituía os presidentes dos Estados.

No dia 9 de julho de 1932, a Revolução chegou ao seu estopim após a morte de quatro jovens durante o protesto que ocorreu em 23 de maio do mesmo ano. A resistência dos soltados paulistas durou até 2 de outubro, quando foi assinada a rendição. Porém, a derrota no front seguiu de uma conquista no campo político. A Revolução de 32 foi um exemplo de ideal e civismo, vencendo a batalha no ponto de vista ideológico e alcançando seu maior objetivo com o advento da Constituição de 1934, que introduziu o voto secreto e o voto das mulheres.

O feriado estadual de 9 de julho, marca este importante ato cívico, tido como o mais importante do estado de São Paulo. E a lei 12.430 perpetuou o nome dos quatro jovens mártires da revolução: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, inscrevendo-os no livro dos Heróis da Pátria.